Arquivo da categoria: Discutindo Politica

O mito da gasolina do Brasil

Eu não estou contra a greve dos caminhoneiros. As reivindicações deles são justas. Estou contra esta catarse que se formou no Brasil. A crise generalizada já acontece faz tempo

economia-de-buteco

Não povo!. Os caminhoneiros não são heróis do povo Brasileiro. Eles estão parados, justificavelmente, defendendo o deles. E está certo. Mas o preço da gasolina não irá cair. Ao contrário: com a desoneração dos impostos no diesel, possivelmente ela aumente. E não vai ser só isto não. Alguém terá que pagar a conta. Se você acha que vai tirar uma lasquinha na greve dos caminhoneiros, apoiando confortavelmente atrás do seu computador, lamento informar que vai doer no seu bolso também .

Aliás, esta desoneração dos impostos e subsídios no combustível foi exatamente o que o governo do PT fez por anos e foi duramente criticado. Esta atitude, junto com os desvios de dinheiro e as administrações absurdamente incompetentes da Presidente foi o que quebrou a Petrobras. E agora querem novamente uma intervenção estatal nos preços?

Mas independente disto, eles estão corretos, muita embora seja visível a interferência dos grandes setores do transporte nesta orquestra. Em uma comparação bem simples, seria o mesmo que uma greve de professores da rede privada apoiada pelos próprios patrões, onde os professores pedem um aumento nas mensalidades para aumentar seu salário. E se tem patrões apoiando, pode apostar que o custo deste apoio será cobrado da população.

Mas parem, apenas parem, de achar que vai resolver em algo a vida da população, que tanto aplaude, pela “coragem”. Não é coragem não queridos: é poder de fogo. Somente a classe dos transportes tem poder de parar um país. No Chile ficaram parados 28 dias e derrubaram um governo. Ah sim, no Chile foram apoiados pelos EUA (na surdina), mas é óbvio que aqui isto não existe (será?) e eles estão movidos pelo mais profundo interesse de ajudar o país.

Não duvido que os milhões de caminhoneiros autônomos estão na greve pelas dificuldades de trabalho e pelos riscos que enfrentam no dia a dia. A insegurança nas estradas, a falta de conservação, as poucas horas de descanso, etc. mas não vi nada disto na pauta de reivindicação

Aliás, não vi na pauta um pedido para aumento da remuneração por hora trabalhada. E sabem porque não pedem isto? Porque existe um excedente de caminhões no Brasil, causado pela desoneração de impostos e pelas facilidades de compra de caminhões (com incentivo fiscal para as montadoras e financiamento a juros baixos para as transportadoras e autônomos), implantado no Governo Dilma. Sabem o que isto causou? Uma frota renovada e grande, o que levou a uma redução no preço do frete. Com o combustível subsidiado, não tinha muito problema. Livre mercado: mais oferta, preços caem e o governo assumia uma parte da conta, não por responsabilidade, mas por populismo. Mas com a mudança da política de preços dos combustíveis (que aliás, foi pedido indiretamente por milhões de Brasileiros – “salvem a Petrobras”), o aumento do diesel e a redução do preço do frete fez a água chegar no pescoço das grandes empresas. E aumentar o frete não tinha como, devido à grande oferta de caminhões. Concorrência né, queridos. A única solução seria a redução do preço do diesel.

Mas nesta redução do preço, a conta terá que fechar. E já está fechando. O valor de impostos que não serão recolhidos com o diesel terá que vir de outro lugar. (Lei de responsabilidade fiscal, viu) Onera-se outros setores da economia (incluindo a gasolina, tá). Retira-se um tiquinho ali e outro acolá ( saúde e educação estão com dinheiro sobrando mesmo).

E ainda tem mais. Os pedágios, que são controlados por empresas privadas, vão repassar para quem o valor que NÃO será arrecadado com os caminhões? Adivinhem…

Mas independente de tudo isto, os caminhoneiros estão corretos. Estão defendendo o deles ( independente de serem autônomos ou empresas). Mas não, eles não são caminhoneiros guerreiros do povo Brasileiro.

Dd94nAOV4AAwwfX

A única coisa incorreta nesta história toda; greve tem que causar prejuízos? Tem. Tem que incomodar? Tem. Tem que mostrar que manda quem pode e obedece quem tem juízo? Tem. Mas tem que ter limite ético? Tem também.

O leite derramado não me importa, as hortaliças estragadas não me importam ( mas tenho em mente que os preços subirão por vários meses devido à pouca oferta), os pequenos produtores que ficaram descapitalizados também não importa (né?) o agronegócio que será impactado negativamente não me importa (sem cumprimento de prazos e sem produto para exportação e abastecimento local eles irão perder contratos), mas uma coisa me importa: os milhões de animais que já estão e irão morrer de fome em horas ou poucos dias, porque a comida, o milho, a soja, etc, não chega nas milhares de pequenas células granjeiras espalhadas por todo o Brasil.

Há quem justifique que não tem problema isto, pois o destino deles seria a morte de qualquer modo. Para os que acham isto, recomendo que se informem qual é o processo metabólico da morte por caquexia. Sim, a morte para estes animais é inevitável, mas o sofrimento de uma morte lenta e agonizante pode ser evitado sim. Basta que a comida chegue até eles.

Sei que a minha preocupação com a fome destes animais é simplista, afinal, animais e pessoas morrem de fome todos os dias. Mas não é por isto que se justifica a morte pontual e deliberada destes animais agora. Não é porque morrem pessoas todos os dias por falta de remédios que se justifica não chegar oxigênio nos hospitais. Porque se for assim, onde fins justificam os meios, seja lá como for, não existe nenhum sentido em nenhuma luta, por mais justa que seja.

Caminhoneiros, go (mas levem o oxigênio aos hospitais e a comida dos animais as granjas) No mais, podem ficar parados quanto quiserem e inclusive derrubar o governo. O que é uma eleiçãozinha indireta a esta altura do campeonato, não é mesmo? Mais informações AQUI

 

Crítica maravilhosa feita pela Flávia Saad 

Anúncios
Etiquetado , , , ,

Qual e o tamanho da crise

Neste vídeo você vai entender como a atual recessão se compara às ultimas enfrentadas pelo país. Um alerta de spoiler: esta é a pior. E estamos longe de voltar ao nível de PIB de antes de ela começar, em 2014

Mais informações atuais sobre o assunto – AQUI 

Etiquetado , , , ,

Hillary Clinton é o pior dos males

São poucos os escritores progressistas norte-americanos cujos livros denunciam a estratégia de dominação planetária dos EUA como ameaça à Humanidade.Diana-Johnstone-Hillary-Clinton-Rainha-do-Caos.png

Diana Johstone é quase uma exceção. Não é marxista nem revolucionária e acredita nos valores da democracia ocidental. O que critica é o funcionamento da engrenagem do poder, a ambição, a perversidade, a irresponsabilidade, o belicismo da elite oligárquica que no seu país controla o sistema e define a sua relação com o mundo.
Ligada aos Verdes, colaboradora de Counterpunch, especializada em temas políticos europeus, Diana (81anos) reside em Paris e a maioria das suas obras foi escrita em França.

O seu último livro, Hillary Clinton Rainha do Caos* tem entre outros o mérito de chamar a atenção para a ameaça potencial que representa para a Humanidade a candidata à Casa Branca que será provavelmente a próxima presidente dos Estados Unidos.

Diana, apoiando-se numa documentação exaustiva, apresenta de Hillary um perfil tão assustador que muitos  eleitores estadunidenses podem  concluir que ela  é mais perigosa do que Donald Trump. O multimilionário texano é um beócio ignorante, xenófobo, racista, ultra reacionário. Conta com o apoio da extrema-direita por defender projetos tão monstruosos como a construção de um alto muro eletrificado na fronteira com o México e a expulsão massiva dos imigrantes ilegais. É uma personalidade megalómana, um irresponsável.

Mas, inesperadamente, Trump critica a corrida às armas, pretende reduzir o Orçamento de Defesa, fechar bases militares espalhadas pelo mundo e melhorar as relações com a Rússia e a China. Discorda do envolvimento dos EUA em novas guerras. Para ele a saída da crise passa pela economia, pela expansão do comércio.

O escritor australiano John Pielger afirma que Hillary é favorável ao emprego de armas nucleares táticas em algumas «guerras preventivas». Seria abrir a porta à destruição da Humanidade.

Favorita do complexo militar industrial

8262248654_62b684bf40_o

O livro de Diana Johnstone transcende pelo seu conteúdo e significado os problemas ligados à eleição presidencial.

Grande parte dos seus sete capítulos é dedicada a iluminar o funcionamento de um sistema criminoso, montado por uma oligarquia que aspira a modelar o mundo sob a égide dos EUA. No vértice dessa engrenagem situa-se o Complexo Militar Industrial. O seu poder nocivo já era tamanho  que Eisenhower, há mais de meio século, no seu discurso de despedida alertou o povo americano para a sua perigosidade.
O desaparecimento do «inimigo comunista» estremeceu os alicerces da poderosa indústria que produz armas, considerada pelo sistema base da prosperidade nacional.

O governo Truman recusou todas as propostas de desarmamento da União Soviética, que aspirava a uma paz duradoura para reconstruir o país, devastado pela guerra.

A elite do poder estadunidense decidiu que era imprescindível inventar novos inimigos e desencadear em cadeia guerras para os destruir.

A estratégia agressiva de dominação universal foi o complemento da política imposta pela sobrevivência e agigantamento do Complexo Militar Industrial.

Iniciou-se então um ciclo de agressões bélicas que perdura desde meados do século XX: Coreia, Vietname, Camboja, Laos, Iraque, Afeganistão, Somália, Iémen, Líbia. O estado neofascista de Israel foi no Médio Oriente o aliado permanente do imperialismo estado-unidense.

Diana Johnstone analisa em pormenor os mecanismos utilizados para anestesiar a consciência dos povos de modo a viabilizar essa estratégia.

As agressões militares são apresentadas como iniciativas humanitárias em defesa da liberdade e da democracia. A fórmula tem sido repetida com êxito, tendo como instrumento um sistema mediático manipulado pelo imperialismo.

Campanhas massacrantes de deformação da história precedem as agressões militares. As «guerras preventivas» são justificadas pela necessidade de destruir ditaduras e tiranos que oprimem os seus povos e ameaçariam «a segurança dos EUA». A demonização dos comunistas do Vietname, de Sadan Hussein, de Khadafi foi prólogo de intervenções militares que devastaram os países «libertados», matando centenas de milhares de pessoas.

Hillary favorita do Pentágono

Hillary aprova  o famoso comentário da sua íntima amiga Madeleine Albright sobre o poder das forças armadas dos EUA: «Para que ter toda essa força militar se não a usamos?»

Apoiou, com entusiasmo por vezes, todas «as guerras preventivas» do seu país

Na juventude foi admiradora do senador Barry Goldwater, o caçador de bruxas, ideólogo da campanha de  perseguição a intelectuais e artistas  acusados de filo comunistas.

Em 1999 foi ela quem convenceu o marido, o presidente Bill Clinton, a iniciar o bombardeamento da Sérvia pela NATO e a expressar  solidariedade com a mafia do Kosovo. O esfacelamento da Jugoslávia foi aliás o laboratório de «guerras preventivas» posteriores.

Quando senadora, em 2009, deslocou- se às Honduras para impedir que Cuba fosse readmitida na OEA. Semanas depois, o presidente Zelaya foi metido em pijama num avião e expulso do país. Hillary, então secretaria de estado, qualificou o golpe militar de «crise», convidando «todas as partes» a resolver o problema «sem violência». Posteriormente aprovou a fraude eleitoral que «legitimou» o golpe. No seu livro de memórias Hard Choices (Escolhas difíceis) define o seu estilo diplomático como «O poder Inteligente». Esse poder – escreve Johnstone- significa para ela recorrer a todos os meios possíveis para promover a hegemonia mundial dos EUA».

Sionista desde a adolescência, afirmou repetidas vezes que é inquestionável o direito de Israel a assumir-se como «estado judeu».

Hillary defende a tese do «excecionalíssimo americano”. Para ela os EUA são uma nação predestinada a salvar a humanidade, a «ultima esperança da humanidade». No cumprimento dessa missão instalaram mais de 600 bases militares em 148 países.

Fiel a essa mundividência qualifica de criminosos os líderes de pequenos países que não se submetem às exigências de Washington,. No que toca a Julian Assange, Edward Snowden e o soldado Maning, as suas revelações são para ela «ataques aos Estados Unidos e à comunidade internacional».

Como secretaria de estado de Obama, intensificou a ingerência dos EUA nos assuntos internos de 50 países. Hillary Clinton – escreve Diana- parece estar totalmente convencida de que o progresso do mundo depende de os EUA dizerem a toda a gente como se deve comportar desde a oração até ao quarto».

É uma metodista fervorosa e gosta de rezar em público em grupos de estudo da Bíblia no Prayer Breakfast (Pequeno almoço de oração). A participação nessas iniciativas, promovidas pela Rede de direita Fraternidade, não é, porem, gratuita: custa 400 dólares.

Hillary, com frequência, invocava o genocídio de «povos oprimidos» para justificar as «intervenções humanitárias». Na realidade eram as agressões militares imperialistas que assumiam um caracter genocida, provocando autênticas hecatombes. Assim aconteceu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia.

Washington recorreu algumas vezes ao Tribunal Penal Internacional, de cuja jurisdição os EUA aliás se excluíram para obter a condenação de políticos do leste acusando-os  de genocidas. Manipulado, esse Tribunal de farsa, criado ad hoc, julgou entre outros o ex-presidente da Sérvia, Mihailoivic, acusado de crimes que não tinha cometido, como sublinha Diana Johnstone.

Obsessão anti Rússia

Hillary desenvolveu desde a juventude uma obsessão anti Rússia. O ódio que sentia pela União Soviética sobreviveu à destruição do regime socialista. Foi transferido para Putin.

Durante os mandatos do marido como presidente, empenhou-se na defesa de um projeto de reforma da saúde. Mal concebido e estruturado, fracassou. Ao ser nomeada chefe do Departamento de Estado, esqueceu rapidamente essa frente de luta.

Acarinhada pelos neocons e pelos generais e almirantes do Pentágono, desempenhou então um papel importante em todas as campanhas que precederam agressões militares desencadeadas pelos EUA em defesa dos «direitos humanos». Ao receber a notícia de que Kadhafi tinha sido torturado e mutilado, começou-segundo Johnstone- «a rir em gargalhadas felizes» e exclamou: «Viemos, vimos, ele morreu».

Apoiou com entusiasmo as provocadoras  grupelho russo das Pussy Riot que em frente do altar-mor da Catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, bolçaram obscenidades e, cantando em coro, chamaram «puta» ao patriarca da Igreja Ortodoxa Russa

Quando as moças foram condenadas pela justiça russa, Hillary assumiu a sua defesa e em Nova York publicou no Twitter uma foto sua ao lado das Pussy Riot,de visita à cidade, com uma mensagem: “É ótimo encontrar-me com as fortes e corajosas jovens das Pussy Riot que recusam que as suas vozes sejam silenciadas na Rússia».

Autentica candidata do Pentágono, Hillary acompanhou com paixão os trágicos acontecimentos da Ucrânia.

Ao saber que Victoria Nuland- «a minha querida porta-voz no Departamento de Estado», como lhe chamava- fora nomeada para assumir o comando da agressiva política de Washington na Ucrânia, Hillary congratulou-se com a escolha da amiga. Posteriormente manifestou-lhe solidariedade ao explodir o escândalo da sua conversa telefónica com o embaixador dos EUA naquele país, Geoffrey Pyatt. Discutiam quem deveria ser colocado no poder em Kiev e Noland e desabafou: “A União Europeia que se foda».

A reação de Hillary ao referendo em que o povo da Crimeia, por maioria esmagadora, decidiu que a Península voltaria a integrar-se na Rússia foi intempestiva e grotesca: qualificou Putin de «novo Hitler».

No conflito que levou à secessão das províncias russófonas do Leste da Ucrânia, Hillary Clinton atribui a Vladimir Putin toda a responsabilidade da guerra civil que assola o país. Não surpreende tal atitude vinda de quem não esconde a sua simpatia pelo partido neofascista ucraniano Svoboda.

Na opinião de Diana Johnstone, «o desempenho de Hillary Clinton como secretaria de estado somente foi um grande êxito num especto: tornou-a a candidata favorita do Partido da Guerra».

No seu importante livro esboça bem o perfil da mulher que segundo as sondagens pode ser o próximo presidente dos EUA.

Para você que quer saber mais sobre isso,acompanhe o depoimento do fundador do WIKI LEAKS Julian Assange sobre Hillary Clinton.

 

 

Etiquetado , , , ,

Como o machismo torna os países e as pessoas mais pobres

14971368_10210908387128627_797683394_n

 

Acordei hoje com muita vontade de fazer algo que não fazia há tempos: desenhar. Através desde desenho passei a refletir… e resolvi escrever o post:

No Brasil e no mundo, mulheres ganham menos na mesma profissão, com a mesma experiência e mesma qualificação

Em média, mulheres brasileiras ganham 20% a menos do que os homens. De fato, como apontam algumas pessoas, uma parte dessa diferença é explicada por uma série de características diferentes entre homens e mulheres. Por exemplo, há menos mulheres em profissões que em geral pagam mais (como engenharia ou ciência e tecnologia), e essas diferenças nas escolhas profissionais médias entre homens e mulheres contribuem para explicar as diferenças salariais entre os grupos.

O problema é que isso só é parcialmente verdadeiro. Um estudo realizado pela Fundação de Economia e Estatística do Governo do Rio Grande do Sul concluiu que as diferenças de educação, idade, experiência, sindicalização, horas trabalhadas, geografia e características da indústria onde as pessoas trabalham podem explicar cerca de 2/3 das diferenças salariais entre homens e mulheres. Ou seja, mesmo depois de consideradas basicamente todas as características que podem, em teoria, influenciar seu salário, ainda persiste inexplicado 1/3 da diferença salarial entre homens e mulheres.

dese

Implicações econômicas das desigualdades de gênero

A influência mais direta das desigualdades de gênero sobre a economia é refletida na menor participação das mulheres na força de trabalho. Com menos trabalhadores produzindo, há menos especialização econômica, sub-utilização de talentos na sociedade, menor crescimento e menos prosperidade. Além disso, como mulheres tendem a ter mais anos de educação que homens, ter menos mulheres empreendedoras diminui a inovação da economia.

Embora na grande maioria dos países mulheres tenham uma participação da força de trabalho proporcionalmente menor que a dos homens, esse efeito é mais acentuado em países de renda média – como o Brasil. A lógica é a seguinte. Em países muito pobres, mulheres não têm opção senão acumular as tarefas domésticas com um trabalho externo para garantir a subsistência de sua família. À medida que a sociedade enriquece, mulheres passam a poder ficar em casa com os filhos, enquanto a renda do outro cônjuge sustenta o lar. Finalmente, quando um país acumula suficiente capital humano e amplia serviços especializados – como creches, por exemplo -, mulheres podem voltar à força de trabalho e contribuir para o crescimento econômico. É essa redução proporcional entre países de renda média que explica o formato em “U” da curva do grafico abaixo:

ushaped1

Anúncios