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Qual e o tamanho da crise

Neste vídeo você vai entender como a atual recessão se compara às ultimas enfrentadas pelo país. Um alerta de spoiler: esta é a pior. E estamos longe de voltar ao nível de PIB de antes de ela começar, em 2014

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COMO A ECONOMIA LUCRA COM O RACISMO

Racismo é crime inafiançável e imprescritível e um dos piores flagelos da nossa sociedade. como jornalista me deparo com certas perguntas e busco soluciona-las através de pesquisas, em que irei citar fontes. o_reflexo_do_racismo_no_brasil

Remonta os primórdios a diferenciação e a discriminação racial. Ao longo dos anos, no processo evolutivo da vida, observou-se que a questão racial sempre provocou discussões na sociedade. O continente africano foi esquecido à própria sorte e o povo de África foi escravizado pela Inglaterra, Portugal, Brasil e outros países por muitos séculos.

O Zumbi dos palmares e o racismo:

O próprio Zumbi dos palmares tinha escravos. E na época da escravidão o sonho de todo escravo era ter escravos. Relembra aquela frase que cita: O oprimido se torna o opressor. Fonte: Guia Politicamente incorreto da historia )

Outra curiosidade que poucos sabem quicá deveriam saber é que Nelson Mandela que hoje representa o Mártir do Apartheid e destruiu a Africa do sul a um estado lamentável

Enquanto servia de mola propulsora para a economia, os negros foram utilizados como mão-de-obra gratuita. Quando o capitalismo precisou de consumidores, “libertou-se” os escravos. O comando da produção sempre esteve sob a mão do grupo dominante, brancos, de olhos azuis, cinza etc. A crise econômica, logo, só pode ser atribuída a quem dirige os rumos do mundo globalizado.

O poder no planeta está dividido entre quem tem razão (dinheiro) – e manda; e quem não tem – e obedece… O capital determina as regras do jogo, quem pode ter voz. Historicamente, pessoas de etnia negra ficam em segundo plano.

O preconceito e o racismo são, na verdade, atitudes, modos de ver certas pessoas ou grupos sociais, o que é condenável mas que, apesar dos avanços nas discussões, ainda acontece em pleno século XXI. É importante ressaltar que o racismo e preconceito racial não são coisas equivalentes. O racismo, sem dúvida, é mais amplo em seu sentido do que o preconceito racial. O racismo ocorre quando se atribui a um grupo determinados aspectos negativos em razão de suas características físicas ou culturais. A Sociologia classifica o racismo como uma discriminação ideológica, na qual um grupo considera ter mais qualidades que o outro.

A mudança desse tipo de pensamento poderá ocorrer mas, para que isso aconteça é fundamental tomarmos consciência das marcas impressas por ela (baixa estima, medo, insegurança, desconfiança, temor) para, de vez, exterminá-la.

Os meios de comunicação social e de massa, cultuam o padrão europeu de beleza (rádio, revistas, jornais, propaganda, cinema, teatro, música popular, literatura e, acima de tudo, TV) os negros ainda têm pouca representação. Já existem algumas mudanças, mas muito ainda necessita ser feito.

Os movimentos de defesa das minorias precisam se manifestar, contribuir para uma justa divisão do poder. É necessário e urgente repensar as políticas públicas, trazer os atores sociais discriminados para o centro do debate, incluir na pauta do dia toda forma de racismo e discriminação.

Hillary Clinton é o pior dos males

São poucos os escritores progressistas norte-americanos cujos livros denunciam a estratégia de dominação planetária dos EUA como ameaça à Humanidade.Diana-Johnstone-Hillary-Clinton-Rainha-do-Caos.png

Diana Johstone é quase uma exceção. Não é marxista nem revolucionária e acredita nos valores da democracia ocidental. O que critica é o funcionamento da engrenagem do poder, a ambição, a perversidade, a irresponsabilidade, o belicismo da elite oligárquica que no seu país controla o sistema e define a sua relação com o mundo.
Ligada aos Verdes, colaboradora de Counterpunch, especializada em temas políticos europeus, Diana (81anos) reside em Paris e a maioria das suas obras foi escrita em França.

O seu último livro, Hillary Clinton Rainha do Caos* tem entre outros o mérito de chamar a atenção para a ameaça potencial que representa para a Humanidade a candidata à Casa Branca que será provavelmente a próxima presidente dos Estados Unidos.

Diana, apoiando-se numa documentação exaustiva, apresenta de Hillary um perfil tão assustador que muitos  eleitores estadunidenses podem  concluir que ela  é mais perigosa do que Donald Trump. O multimilionário texano é um beócio ignorante, xenófobo, racista, ultra reacionário. Conta com o apoio da extrema-direita por defender projetos tão monstruosos como a construção de um alto muro eletrificado na fronteira com o México e a expulsão massiva dos imigrantes ilegais. É uma personalidade megalómana, um irresponsável.

Mas, inesperadamente, Trump critica a corrida às armas, pretende reduzir o Orçamento de Defesa, fechar bases militares espalhadas pelo mundo e melhorar as relações com a Rússia e a China. Discorda do envolvimento dos EUA em novas guerras. Para ele a saída da crise passa pela economia, pela expansão do comércio.

O escritor australiano John Pielger afirma que Hillary é favorável ao emprego de armas nucleares táticas em algumas «guerras preventivas». Seria abrir a porta à destruição da Humanidade.

Favorita do complexo militar industrial

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O livro de Diana Johnstone transcende pelo seu conteúdo e significado os problemas ligados à eleição presidencial.

Grande parte dos seus sete capítulos é dedicada a iluminar o funcionamento de um sistema criminoso, montado por uma oligarquia que aspira a modelar o mundo sob a égide dos EUA. No vértice dessa engrenagem situa-se o Complexo Militar Industrial. O seu poder nocivo já era tamanho  que Eisenhower, há mais de meio século, no seu discurso de despedida alertou o povo americano para a sua perigosidade.
O desaparecimento do «inimigo comunista» estremeceu os alicerces da poderosa indústria que produz armas, considerada pelo sistema base da prosperidade nacional.

O governo Truman recusou todas as propostas de desarmamento da União Soviética, que aspirava a uma paz duradoura para reconstruir o país, devastado pela guerra.

A elite do poder estadunidense decidiu que era imprescindível inventar novos inimigos e desencadear em cadeia guerras para os destruir.

A estratégia agressiva de dominação universal foi o complemento da política imposta pela sobrevivência e agigantamento do Complexo Militar Industrial.

Iniciou-se então um ciclo de agressões bélicas que perdura desde meados do século XX: Coreia, Vietname, Camboja, Laos, Iraque, Afeganistão, Somália, Iémen, Líbia. O estado neofascista de Israel foi no Médio Oriente o aliado permanente do imperialismo estado-unidense.

Diana Johnstone analisa em pormenor os mecanismos utilizados para anestesiar a consciência dos povos de modo a viabilizar essa estratégia.

As agressões militares são apresentadas como iniciativas humanitárias em defesa da liberdade e da democracia. A fórmula tem sido repetida com êxito, tendo como instrumento um sistema mediático manipulado pelo imperialismo.

Campanhas massacrantes de deformação da história precedem as agressões militares. As «guerras preventivas» são justificadas pela necessidade de destruir ditaduras e tiranos que oprimem os seus povos e ameaçariam «a segurança dos EUA». A demonização dos comunistas do Vietname, de Sadan Hussein, de Khadafi foi prólogo de intervenções militares que devastaram os países «libertados», matando centenas de milhares de pessoas.

Hillary favorita do Pentágono

Hillary aprova  o famoso comentário da sua íntima amiga Madeleine Albright sobre o poder das forças armadas dos EUA: «Para que ter toda essa força militar se não a usamos?»

Apoiou, com entusiasmo por vezes, todas «as guerras preventivas» do seu país

Na juventude foi admiradora do senador Barry Goldwater, o caçador de bruxas, ideólogo da campanha de  perseguição a intelectuais e artistas  acusados de filo comunistas.

Em 1999 foi ela quem convenceu o marido, o presidente Bill Clinton, a iniciar o bombardeamento da Sérvia pela NATO e a expressar  solidariedade com a mafia do Kosovo. O esfacelamento da Jugoslávia foi aliás o laboratório de «guerras preventivas» posteriores.

Quando senadora, em 2009, deslocou- se às Honduras para impedir que Cuba fosse readmitida na OEA. Semanas depois, o presidente Zelaya foi metido em pijama num avião e expulso do país. Hillary, então secretaria de estado, qualificou o golpe militar de «crise», convidando «todas as partes» a resolver o problema «sem violência». Posteriormente aprovou a fraude eleitoral que «legitimou» o golpe. No seu livro de memórias Hard Choices (Escolhas difíceis) define o seu estilo diplomático como «O poder Inteligente». Esse poder – escreve Johnstone- significa para ela recorrer a todos os meios possíveis para promover a hegemonia mundial dos EUA».

Sionista desde a adolescência, afirmou repetidas vezes que é inquestionável o direito de Israel a assumir-se como «estado judeu».

Hillary defende a tese do «excecionalíssimo americano”. Para ela os EUA são uma nação predestinada a salvar a humanidade, a «ultima esperança da humanidade». No cumprimento dessa missão instalaram mais de 600 bases militares em 148 países.

Fiel a essa mundividência qualifica de criminosos os líderes de pequenos países que não se submetem às exigências de Washington,. No que toca a Julian Assange, Edward Snowden e o soldado Maning, as suas revelações são para ela «ataques aos Estados Unidos e à comunidade internacional».

Como secretaria de estado de Obama, intensificou a ingerência dos EUA nos assuntos internos de 50 países. Hillary Clinton – escreve Diana- parece estar totalmente convencida de que o progresso do mundo depende de os EUA dizerem a toda a gente como se deve comportar desde a oração até ao quarto».

É uma metodista fervorosa e gosta de rezar em público em grupos de estudo da Bíblia no Prayer Breakfast (Pequeno almoço de oração). A participação nessas iniciativas, promovidas pela Rede de direita Fraternidade, não é, porem, gratuita: custa 400 dólares.

Hillary, com frequência, invocava o genocídio de «povos oprimidos» para justificar as «intervenções humanitárias». Na realidade eram as agressões militares imperialistas que assumiam um caracter genocida, provocando autênticas hecatombes. Assim aconteceu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia.

Washington recorreu algumas vezes ao Tribunal Penal Internacional, de cuja jurisdição os EUA aliás se excluíram para obter a condenação de políticos do leste acusando-os  de genocidas. Manipulado, esse Tribunal de farsa, criado ad hoc, julgou entre outros o ex-presidente da Sérvia, Mihailoivic, acusado de crimes que não tinha cometido, como sublinha Diana Johnstone.

Obsessão anti Rússia

Hillary desenvolveu desde a juventude uma obsessão anti Rússia. O ódio que sentia pela União Soviética sobreviveu à destruição do regime socialista. Foi transferido para Putin.

Durante os mandatos do marido como presidente, empenhou-se na defesa de um projeto de reforma da saúde. Mal concebido e estruturado, fracassou. Ao ser nomeada chefe do Departamento de Estado, esqueceu rapidamente essa frente de luta.

Acarinhada pelos neocons e pelos generais e almirantes do Pentágono, desempenhou então um papel importante em todas as campanhas que precederam agressões militares desencadeadas pelos EUA em defesa dos «direitos humanos». Ao receber a notícia de que Kadhafi tinha sido torturado e mutilado, começou-segundo Johnstone- «a rir em gargalhadas felizes» e exclamou: «Viemos, vimos, ele morreu».

Apoiou com entusiasmo as provocadoras  grupelho russo das Pussy Riot que em frente do altar-mor da Catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, bolçaram obscenidades e, cantando em coro, chamaram «puta» ao patriarca da Igreja Ortodoxa Russa

Quando as moças foram condenadas pela justiça russa, Hillary assumiu a sua defesa e em Nova York publicou no Twitter uma foto sua ao lado das Pussy Riot,de visita à cidade, com uma mensagem: “É ótimo encontrar-me com as fortes e corajosas jovens das Pussy Riot que recusam que as suas vozes sejam silenciadas na Rússia».

Autentica candidata do Pentágono, Hillary acompanhou com paixão os trágicos acontecimentos da Ucrânia.

Ao saber que Victoria Nuland- «a minha querida porta-voz no Departamento de Estado», como lhe chamava- fora nomeada para assumir o comando da agressiva política de Washington na Ucrânia, Hillary congratulou-se com a escolha da amiga. Posteriormente manifestou-lhe solidariedade ao explodir o escândalo da sua conversa telefónica com o embaixador dos EUA naquele país, Geoffrey Pyatt. Discutiam quem deveria ser colocado no poder em Kiev e Noland e desabafou: “A União Europeia que se foda».

A reação de Hillary ao referendo em que o povo da Crimeia, por maioria esmagadora, decidiu que a Península voltaria a integrar-se na Rússia foi intempestiva e grotesca: qualificou Putin de «novo Hitler».

No conflito que levou à secessão das províncias russófonas do Leste da Ucrânia, Hillary Clinton atribui a Vladimir Putin toda a responsabilidade da guerra civil que assola o país. Não surpreende tal atitude vinda de quem não esconde a sua simpatia pelo partido neofascista ucraniano Svoboda.

Na opinião de Diana Johnstone, «o desempenho de Hillary Clinton como secretaria de estado somente foi um grande êxito num especto: tornou-a a candidata favorita do Partido da Guerra».

No seu importante livro esboça bem o perfil da mulher que segundo as sondagens pode ser o próximo presidente dos EUA.

Para você que quer saber mais sobre isso,acompanhe o depoimento do fundador do WIKI LEAKS Julian Assange sobre Hillary Clinton.

 

 

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Como o machismo torna os países e as pessoas mais pobres

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Acordei hoje com muita vontade de fazer algo que não fazia há tempos: desenhar. Através desde desenho passei a refletir… e resolvi escrever o post:

No Brasil e no mundo, mulheres ganham menos na mesma profissão, com a mesma experiência e mesma qualificação

Em média, mulheres brasileiras ganham 20% a menos do que os homens. De fato, como apontam algumas pessoas, uma parte dessa diferença é explicada por uma série de características diferentes entre homens e mulheres. Por exemplo, há menos mulheres em profissões que em geral pagam mais (como engenharia ou ciência e tecnologia), e essas diferenças nas escolhas profissionais médias entre homens e mulheres contribuem para explicar as diferenças salariais entre os grupos.

O problema é que isso só é parcialmente verdadeiro. Um estudo realizado pela Fundação de Economia e Estatística do Governo do Rio Grande do Sul concluiu que as diferenças de educação, idade, experiência, sindicalização, horas trabalhadas, geografia e características da indústria onde as pessoas trabalham podem explicar cerca de 2/3 das diferenças salariais entre homens e mulheres. Ou seja, mesmo depois de consideradas basicamente todas as características que podem, em teoria, influenciar seu salário, ainda persiste inexplicado 1/3 da diferença salarial entre homens e mulheres.

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Implicações econômicas das desigualdades de gênero

A influência mais direta das desigualdades de gênero sobre a economia é refletida na menor participação das mulheres na força de trabalho. Com menos trabalhadores produzindo, há menos especialização econômica, sub-utilização de talentos na sociedade, menor crescimento e menos prosperidade. Além disso, como mulheres tendem a ter mais anos de educação que homens, ter menos mulheres empreendedoras diminui a inovação da economia.

Embora na grande maioria dos países mulheres tenham uma participação da força de trabalho proporcionalmente menor que a dos homens, esse efeito é mais acentuado em países de renda média – como o Brasil. A lógica é a seguinte. Em países muito pobres, mulheres não têm opção senão acumular as tarefas domésticas com um trabalho externo para garantir a subsistência de sua família. À medida que a sociedade enriquece, mulheres passam a poder ficar em casa com os filhos, enquanto a renda do outro cônjuge sustenta o lar. Finalmente, quando um país acumula suficiente capital humano e amplia serviços especializados – como creches, por exemplo -, mulheres podem voltar à força de trabalho e contribuir para o crescimento econômico. É essa redução proporcional entre países de renda média que explica o formato em “U” da curva do grafico abaixo:

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Precisamos falar sobre economia do crime

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Em face da recorrente necessidade de refletir sobre o fenômeno criminológico, a análise de modelos propostos para descrever o crime mostra-se imprescindível. Nos limites deste espaço de debate acerca das Ciências Criminais, farei referência, de forma sintética, à Teoria Econômica do Crime proposta por Gary S. Becker, professor da Universidade de Chicago e agraciado com Prêmio Nobel de Economia em 1992, que consistiu na aplicação de certos modelos econômicos para a explicação da criminalidade. Tal modelo, inclusive, justificou a adoção de determinadas políticas públicas de segurança, bem como de ações preventivas.

Em 1968, Becker publicou o artigo intitulado “Crime and Punishment: An Economic approach” (Crime e Punição: uma abordagem econômica, em tradução livre), publicado no Journal of Political Economy, por meio do qual fez uso do raciocínio econômico para explicar as variáveis consideradas previamente à decisão de praticar condutas penalmente ilícitas, decisão essa tomada por indivíduos racionais. A ideia central do modelo reside na ponderação realizada por esses mesmos indivíduos entre custos da prática delituosa e os benefícios esperados (expectativas de lucro). Para Cerqueira e Lobão, o entendimento de Becker pode ser sintetizado da seguinte forma:

“a decisão de cometer ou não o crime resultaria de um processo de maximização da utilidade esperada, em que o indivíduo confrontaria, de um lado, os potenciais ganhos resultantes da ação criminosa, o valor da punição e as probabilidades de detenção e aprisionamento associadas e, de outro, o custo de oportunidade de cometer crimes, traduzido pelo salário alternativo no mercado de trabalho”[1].

Assim, a partir das noções de prazer e sofrimento já encontradas em Beccaria (1738-1795), quando menciona a necessidade de “motivos suficientes para dissuadir o despótico espírito de cada homem de submergir às leis”[2] e em Bentham (1748-1832), ao defender a “maximização da utilidade”, Becker aponta que a decisão do indivíduo em relação ao crime envolve benefícios e custos. Essa concepção pressupõe um indivíduo racional, que dá prioridade ao seu interesse individual a partir do cálculo dos custos (v. G. Chance de ser flagrado, condenado e de efetivamente ter que cumprir a pena), variáveis que, verificadas em conjunto com outros elementos, tais como, grandeza do aparato policial, nível de eficiência da justiça criminal, severidade das punições, possibilidade, de livramento condicional, podem desestimulá-lo à prática criminosa. Existem variáveis positivas, as quais estimulam om indivíduo a buscar uma colocação no mercado de trabalho (renda, salário, educação) e variáveis negativas (eficiência do aparato de justiça, por exemplo) que buscam dissuadi-lo da ideia de cometer crimes. O crime é, portanto, tido como uma atividade econômica como outra qualquer.

Gary define seu método a partir de uma fórmula para calcular o prejuízo social decorrente da ação criminosa, ao mesmo tempo em que dimensiona os gastos a serem realizados, tanto na seara pública como privada, direcionados à redução ou minimização dessas perdas. Se, por exemplo, o salário decorrente da manutenção de uma relação de emprego for inferior aos benefícios eventualmente auferidos com o delito, o agente optará pelo cometimento do crime, pois vale a pena arriscar-se. A opção pelo risco compensará o agente. Busca-se, inclusive, a otimização da alocação dos recursos públicos direcionados à implantação de políticas de segurança pública e de prevenção. A metodologia tem o escopo de atingir a melhor e mais apropriada alocação desses recursos e promover o sancionamento direcionado à redução da perda (dano) provocada pela prática criminosa[3].

A aplicação da norma (enforcement) depende, entre outras coisas, do custo da captura e do aprisionamento dos criminosos, da natureza das punições, sejam pecuniárias ou não, e das reações que as mesmas podem provocar nos ofensores.

Becker sustenta a otimização das punições através da penas de multa como forma eficiente de sanção e de alocação ótima de recursos para a sociedade – o valor marginal das penas tem de se igualar ao ganho privado marginal da atividade ilegal. O montante da pena de multa pode ser igual ao prejuízo marginal causado pela ofensa dentro da lógica que o autor denomina de minimização das perdas sociais e que compense as vítimas. O objetivo das penas é minimizar a perda social (dano). Segundo Marcelo da Silveira Campos, “a pena pode ser considerada o preço de uma ofensa; multas são preços em unidades monetárias e a prisão são preços em unidades de tempo”[4].

A quantificação das penas varia de acordo com o dano total causado pela ofensa e, em razão disso, os criminosos devem compensar os custos que seus comportamentos causaram à sociedade de acordo com uma análise externa.

A partir disso, extrai-se que: (a) se a ofensa causar mais prejuízos externos do que ganhos ao criminoso, o dano social da ofensa pode ser reduzido por minimizado por punições altas; (b) a prisão não deve ser abolida, mas deve ser feito um bom uso dela, conhecendo-se a elasticidade da resposta dos crimes mediante as mudanças nas punições; (c) a multa seria preferível como forma de punição, pois ela pode recompensar as vítimas, maximizando a utilidade dos recursos públicos e restabelecendo as perdas econômicas da sociedade; (d) as punições afetam não apenas os criminosos, mas também outros membros da sociedade como, por exemplo, o aprisionamento requer gastos com guardas, supervisores, pessoal, prédios, comida, etc[5].

A teoria econômica do crime apresenta inúmeras limitações, dentre as quais se destacam a inegável diferença entre a percepção de cada indivíduo em relação à prática do crime, a “possibilidade de escolhe” entre cometer ou não um delito, as diversas realidades pessoais, sociais e econômicas dos sujeitos. Contudo não se pode ignorar alguma possível influência desse modelo na legislação brasileira, por exemplo, ao se examinar a possibilidade de aplicação de multas altas, triplicadas no caso de o magistrado verificar que a aplicação da pena ao máximo seria ineficaz (artigo 60, § 1º, do Código Penal), além da possibilidade de se extinguir a punibilidade, nos crimes tributários, mediante o pagamento do tributo devido. São questões que fundamentam a necessidade de se conhecer o pensamento de Gary Becker. O pioneirismo de Becker na elaboração do modelo ora examinado incentivou uma maior aproximação entre Economia, Sociologia e Direito. O estudo realizado sob uma perspectiva microeconômica apresenta, como já dito, limitações próprias das ciências econômicas, cujo estudo deve ser complementado por outras áreas do saber direcionadas ao comportamento direcionado para o crime.

Abaixo um programa de radio da UFOP também aborda esta questão:

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TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Há dois crimes contra a humanidade em curso:

1) os governantes do Ocidente (capitaneados pelos Estados Unidos, óbvio) decidiram “enquadrar” a Rússia e a China, porque não admitem a existência de projetos nacionais soberanos e autônomos, e também porque não admitem que tais projetos possam ameaçar a hegemonia do capitalismo financeiro baseado no dólar; e 2) toda a imprensa do Ocidente silencia quanto a isso, retendo as populações ignorantes quanto ao crescente risco de guerra (que possivelmente será nuclear).

Fato é que Rússia e China não somente resolveram “pagar para ver” como aliaram-se. Os americanos reagem a isso do único jeito que sabem: falando cada vez mais grosso. Se não houver um basta a esse processo de escalada, a guerra é tão somente questão de tempo.

A Rússia insiste que suas relações com a OTAN não vão melhorar a menos que a aliança militar ocidental adote uma nova política em relação à Rússia.

A aliança militar ocidental deixou claro que qualquer reunião com a Rússia terá que abordar o conflito entre as forças governamentais ucranianas e os combatentes pró-russos no leste daquele país.

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O que é Economia Criativa?

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Em nosso complexo mundo do início do século XXI enfrentamos desafios difíceis tais como a polarização e a desigualdade econômica. Por isso, é essencial desenvolver estratégias adequadas para dar rédea solta ao potencial criativo em geral e responder assim aos desafios culturais, econômicos, sociais e tecnológicos que afrontamos. Neste contexto, o conceito da economia criativa tornou-se cada vez mais importante no mundo como a principal ligação entre a cultura, a economia e a tecnologia. Neste vídeo voce fica por dentro desse projeto:

Monges tailandeses constroem templo com garrafas de cerveja

Coletando vasilhames por cerca de 30 anos, monges reutilizaram mais de 1,5 milhão de unidades na construção de templos e outros edifícios,um grande exemplo de economia criativa. Confira:

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Não sabe o que fazer com as garrafas de vidro que sobraram do feriado e está com a consciência pesada de jogá-las no lixo e não serem recicladas? Talvez os monges budistas do templo Wat Pa Maha Chedi Kaew, ou Wat Lan Kuadde de Sisaket, uma província da Tailândia, possam te dar uma luz.

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Coletando garrafas desde 1984, os monges resolveram utilizá-las para a construção de edifícios em seu templo. Os resultados foram tão satisfatórios que encorajaram autoridades locais para que lhes enviassem todas as garrafas que fossem coletadas, criando assim um complexo com mais de 20 construções utilizando-se das garrafas de bebida, o que incluiu o tempo principal, salas de oração, torres de água, banheiros para turistas e pequenos bangalôs que são utilizados como quartos pelos monges.

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Agora conhecido como “O Templo das Milhões de Garrafas”, algo que poderia ser classificado como uma forma de arquitetura sustentável, já entrou para o circuito de ecoturismo do sul da Ásia. No total há mais de 1,5 milhão de garrafas reutilizadas e os monges pretendem usar mais. Segundo o abade dos templos, San Kataboonyo, o quanto mais garrafas conseguem coletar, mais construções farão

Mais informações você encontra no video:

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Passividade faz cientistas investigarem se há Rivotril na água dos brasileiros

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Corrupção de milhões, acordos , limitação da ideia de família, retirada de direitos da mulher, porte de armas para deputados, projeto que anistia o dinheiro legal no exterior, impostos altos sem contrapartida social, semana de terça a quinta no Congresso…

Diante de tanto escândalos e decisões que prejudicam a vida do brasileiro, cientistas de um pool de universidades nacionais e estrangeiras estão apurando uma desconfiança antiga: a existência de calmantes na água que o brasileiro toma. “Claro que a falta de conhecimento da atualidade que existe a partir da educação de qualidade do brasileiro é um fator que merece ser levado em conta”, diz Eduardo Santanna, da Universidade do Sudeste. “Mas este nível de passividade diante de tudo merece ser investigado a fundo”, garante.

Os cientistas vão apurar também por que mesmo as pessoas esclarecidas têm energia para discutir e clamar por justiça apenas nas redes sociais. “O ativista de Facebook é um personagem contemporâneo nefasto”, opina Santana. “Porque dá a sensação de que a pessoa está fazendo algo, quando de verdade não está, e gasta sua energia em algo inócuo”.

 

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Como vencer qualquer debate politico

Caro amigo, quando estiver bebendo tranquilo no boteco e alguém vier lhe atrapalhar sua catarse,saiba como vencer um debate eleitoral com direito a óculos opressor:

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SE FOR ESTUDANTE: DOUTRINADO

SE FOR ARTISTA: LEI ROUANET

SE FOR POBRE: BOLSA FAMÍLIA

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O Economia de Buteco também te ensina a ser um grande comunicador =)

 

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