Como o machismo torna os países e as pessoas mais pobres

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Acordei hoje com muita vontade de fazer algo que não fazia há tempos: desenhar. Através desde desenho passei a refletir… e resolvi escrever o post:

No Brasil e no mundo, mulheres ganham menos na mesma profissão, com a mesma experiência e mesma qualificação

Em média, mulheres brasileiras ganham 20% a menos do que os homens. De fato, como apontam algumas pessoas, uma parte dessa diferença é explicada por uma série de características diferentes entre homens e mulheres. Por exemplo, há menos mulheres em profissões que em geral pagam mais (como engenharia ou ciência e tecnologia), e essas diferenças nas escolhas profissionais médias entre homens e mulheres contribuem para explicar as diferenças salariais entre os grupos.

O problema é que isso só é parcialmente verdadeiro. Um estudo realizado pela Fundação de Economia e Estatística do Governo do Rio Grande do Sul concluiu que as diferenças de educação, idade, experiência, sindicalização, horas trabalhadas, geografia e características da indústria onde as pessoas trabalham podem explicar cerca de 2/3 das diferenças salariais entre homens e mulheres. Ou seja, mesmo depois de consideradas basicamente todas as características que podem, em teoria, influenciar seu salário, ainda persiste inexplicado 1/3 da diferença salarial entre homens e mulheres.

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Implicações econômicas das desigualdades de gênero

A influência mais direta das desigualdades de gênero sobre a economia é refletida na menor participação das mulheres na força de trabalho. Com menos trabalhadores produzindo, há menos especialização econômica, sub-utilização de talentos na sociedade, menor crescimento e menos prosperidade. Além disso, como mulheres tendem a ter mais anos de educação que homens, ter menos mulheres empreendedoras diminui a inovação da economia.

Embora na grande maioria dos países mulheres tenham uma participação da força de trabalho proporcionalmente menor que a dos homens, esse efeito é mais acentuado em países de renda média – como o Brasil. A lógica é a seguinte. Em países muito pobres, mulheres não têm opção senão acumular as tarefas domésticas com um trabalho externo para garantir a subsistência de sua família. À medida que a sociedade enriquece, mulheres passam a poder ficar em casa com os filhos, enquanto a renda do outro cônjuge sustenta o lar. Finalmente, quando um país acumula suficiente capital humano e amplia serviços especializados – como creches, por exemplo -, mulheres podem voltar à força de trabalho e contribuir para o crescimento econômico. É essa redução proporcional entre países de renda média que explica o formato em “U” da curva do grafico abaixo:

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